domingo, 29 de agosto de 2010

O último andar

O último andar


No último andar é mais bonito:
do último andar se vê o mar.
É lá que eu quero morar.

O último andar é muito longe:
custa-se muito a chegar.
Mas é lá que eu quero morar.

Todo o céu fica a noite inteira
sobre o último andar.
É lá que eu quero morar.

Quando faz lua, no terraço
fica todo o luar.
É lá que eu quero morar.

Os passarinhos lá se escondem,
para ninguém os maltratar:
no último andar.

De lá se avista o mundo inteiro:
tudo parece perto, no ar.
É lá que eu quero morar:

no último andar.

(MEIRELES, Cecília. Ou isto ou aquilo. 6ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira

BRINCANDO DE POESIA...

RIQUEZAS

Riqueza para o amante,
a noite.

Para a namorada,
um diamante.

Para a música,
um alto-falante.

Para a mamãe,
uma estante.

Para o papai,
um almoço no restaurante.

Para o ser humano,
um semelhante.

Alunos: Victor Daniel, Luiz Henrique, Marcelo Augusto, José Luiz, Alison Faria e Kawane.


AMOR



Beija-flor no calor,
procurando um amor,
avistou uma flor,
que estava em cima de um izopor
da cor do amor.
O beija-flor
só queria uma grande paixão
do tamanho do seu coração.

Alunos: Meliane, Carolaine, Larissa, Andressa Mariana, Maria Paula, Indianara e Amarildo Alexandre.

Poemas de autoria dos alunos do Projeto Ciranda Literária.
Sugestão de atividade na página intitulada  "NOSSOS ALUNOS POETAS...".

terça-feira, 10 de agosto de 2010

BEM VINDOS, ALUNOS...



Que bom!!! Estamos retornando à escola depois de um bom tempo de descanso. Vamos aproveitar que estamos com muita energia e nos divertir muito neste segundo semestre. Vamos, também, aproveitar para estudar bastante, aprendendo sempre cada vez mais...
Bem-vindos a todos os alunos do Projeto Ciranda Literária.
Da Professora Marcia Pereira.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Poema para o Dia Internacional do Livro Infantil - 2009

EU SOU O MUNDO

Eu sou o mundo e o mundo sou eu,
porque com o meu livro,
posso ser tudo o que quiser.
Palavras e imagens, verso e prosa,
levam-me a lugares a um tempo próximos e distantes.

Na terra dos Sultões e do ouro,
há mil histórias a descobrir.
Tapetes voadores, lâmpadas mágicas,
Gênios, Vampiros e Simbad,
contam os seus segredos a Sherazade.

Com cada palavra de cada página
viajo pelo tempo e pelo espaço.
E, nas asas da fantasia
o meu espírito atravessa terra e mar.

Quanto mais leio, mais compreendo
que com o meu livro
estarei sempre
na melhor das companhias.

Autor e ilustrador: Hani D. El-Masri (Egito)
Tradução: José António Gomes

quinta-feira, 22 de julho de 2010


Tem tudo a ver
                     Elias José

A poesia
tem tudo a ver
com tua dor e alegrias,
com as cores, as formas, os cheiros,
os sabores e a música
do mundo.

A poesia
tem tudo a ver
com o sorriso da criança,
o diálogo dos namorados,
as lágrimas diante da morte,
os olhos pedindo pão.

A poesia
tem tudo a ver
com a plumagem, o voo,
e o canto dos pássaros,
a veloz acrobacia dos peixes,
as cores todas do arco-íris,
o ritmo dos rios e cachoeiras,
o brilho da lua, do sol e das estrelas,
e explosão em verde, em flores e frutos.

A poesia
- é só abrir os slhos e ver -
tem tudo a ver
com tudo.

                               Segredinhos de amor. 2ª ed. São Paulo: Moderna, 2002.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

SÓ PARA COMEÇAR A POESIA!


DUAS DÚZIAS DE COISINHAS À TOA QUE DEIXAM A GENTE FELIZOtávio Roth
Passarinho na janela, pijama de flanela, brigadeiro na panela.
Gato andando no telhado, cheirinho de mato molhado, disco antigo chiado.
Pão quentinho de manhã,dropes de hortelã, grito do Tarzan.
Tirar a sorte no osso, jogar pedrinha no poço, um cachecol no pescoço.
Papagaio que conversa, pisar em tapete persa, eu te amo e vice-versa.
Vaga-lume aceso na mão, dias quentes de verão, descer pelo corrimão.
Almoço de domingo, revoada de flamingo, herói que fuma cachimbo.
Anãozinho de jardim, lacinho de cetim, terminar o livro assim.



Duas dúzias de coisinhas à toa que deixam a gente feliz. São Paulo: Ática, 1994.

CONVITE

José Paulo Paes


Poesia
é brincar com palavras
como se brinca
com bola, papagaio, pião.

Só que
bola, papagaio, pião
de tanto brincar
se gastam.

As palavras não:
quanto mais se brinca

com elas
mais novas ficam.

Como a água do rio
que é água sempre nova.

Como cada dia
que é sempre um novo dia.

Vamos brincar de poesia?

Poemas para brincar. 2ª ed. São Paulo: Ática, 1991.